As Sociedades Femininas Brasileira e Portuguesa se queixam do tratamento machista existente na gramática portuguesa, e com razão…
Vejam os exemplos :
Cão……………melhor amigo do homem.
Cadela………………puta.
Vagabundo………..homem que não faz nada..
Vagabunda………….puta.
Touro………………….homem forte.
Vaca…………………puta.
Pistoleiro……………..homem que mata pessoas.
Pistoleira……………..puta.
Aventureiro…………homem que se arrisca, viajante, desbravador.
Aventureira……………puta.
Garoto de rua………menino pobre, que vive na rua,
um coitado.
Garota de rua……….puta.
Homem da vida………pessoa letrada pela sabedoria adquirida ao longo da vida.
Mulher da vida…….puta.
O Galinha………………o ‘bonzão’, que traça todas.
A Galinha……………puta.
Tiozinho…………….irmão mais novo do pai.
Tiazinha……………….puta.
Feiticeiro………….conhecedor de alquimias…
Feiticeira…………….puta.
E pra finalizar…
Puto………………….nervoso, irritado, bravo.
Puta…………………….puta.
Depois de ler:
Homem……………..vai rir muito
Mulher……………vai ficar puta.
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A esta altura, depois da infame piada, o leitor deve estar se perguntando onde entra a boceta de Pandora na história. ( e se não o estiver fazendo, é melhor voltar e ler outra hora... u.u sem ofensas, vc é quem sabe!) A verdade, é que eu tenho duas explicações.
A primeira é assaz simples: utilizei-me de uma técnica para chamar a atenção, pois convenhamos: a boceta de Pandora sozinha tem muuuuuuito mais apelo que "Reflexos do machismo na sociedade atual". Definitivamente. Seja sincero, impacta ou não?
Segundamente, poderíamos buscar na mitologia algumas versões do mito. Farei o resumo. Basicamente a Pandora abre a dita cuja da boceta e deixa tudo que tem de ruim escapar de lá de dentro, como doenças, catástrofes, enfim, foi o pandemônio. Em algumas versões, ela fecha a boceta antes que a esperança se vá também. Agora o que a esperança estava fazendo lá junto de todo o resto de tralha, além de ser um mistério, é completamente irrelevante pro que eu quero dizer. O fato é que a culpa foi da mulher.
E isso acaba puxando da minha memória outra que se junta a Pandora nos lugares de honra das mulheres que fizeram grandes cagadas históricas: Eva. Ela deu a maçã a Adão, foi convencida pela serpente e pôs literalmente o paraíso a perder ao seduzir e manipular seu pobre companheiro.
Seriam então reflexos do machismo social histórico na nossa língua a fonte de humor na piada inicial?
Talvez. Seria precipitado afirmar com certeza, mas suspeito fortemente de qual seja a resposta. A propósito, minhas suspeitas se intensificam ainda mais quando leio as reconstruções apresentadas pela Folha.com:
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/797623-tabu-da-virgindade-feminina-veio-com-a-agricultura-diz-cientista.shtml
Bem, acredito que cada um possa tirar suas conclusões.
As minhas, disso tudo? Não comer maçãs dadas, ter cuidado com as bocetas que se abre e, principalmente, evitar escrever com base em piadas. o-o
V de Clivagem
"Laissez-faire, laissez-passer."
Prefácio
Criticar; verbo que normalmente é tomado num sentido negativo. Temos até um adjetivo interessante: cri-cri. Sinceramente não sei se a origem do segundo termo é o verbo, mas temos aí coincidência, se não interessante, ao menos curiosa. Mas antes que percamos o foco, vou expor o significado de criticar aqui: será "examinar, analisar uma obra para salientar-lhe as qualidades e/ou defeitos". Por que será assim? É tão arbitrário quanto a maioria das coisas no mundo. Enfim, porque eu quero.
Discutir é outro, que volta e meia é visto no seu pior lado. Queremos que seja assim: "examinar, investigar, atendendo às provas e razões pró e contra". Se assim for, uma discussão é sempre boa, pois leva o raciocínio a trabalhar, não é mesmo?
Levantei estas questões para que soubessem todos os objetivos desta página: Criticar e Discutir, na sua melhor concepção, sempre respeitosamente. Respeito é a chave para a compreensão do alheio.
Evitaremos sempre usar palavras totalistas como tudo e nada, melhor e pior, nunca e sempre. Também nos permitiremos entrar em contradição, como acabei de fazer.
Falaremos de coisas sérias, brincaremos quando nos der vontade, e, querendo, podemos simplesmente não falar. Os assuntos serão variados, e se quiser sugerir, o faça. Nosso lema é que nada é ridículo suficiente para ser ignorável. Na verdade, não é bem isso não, mas... fiquem à vontade mesmo assim.
Convido-os, então, a estar sempre conosco; é o melhor a fazer. Ou não...
Ah, quase esqueci: "Bem-Vindos!"
Discutir é outro, que volta e meia é visto no seu pior lado. Queremos que seja assim: "examinar, investigar, atendendo às provas e razões pró e contra". Se assim for, uma discussão é sempre boa, pois leva o raciocínio a trabalhar, não é mesmo?
Levantei estas questões para que soubessem todos os objetivos desta página: Criticar e Discutir, na sua melhor concepção, sempre respeitosamente. Respeito é a chave para a compreensão do alheio.
Evitaremos sempre usar palavras totalistas como tudo e nada, melhor e pior, nunca e sempre. Também nos permitiremos entrar em contradição, como acabei de fazer.
Falaremos de coisas sérias, brincaremos quando nos der vontade, e, querendo, podemos simplesmente não falar. Os assuntos serão variados, e se quiser sugerir, o faça. Nosso lema é que nada é ridículo suficiente para ser ignorável. Na verdade, não é bem isso não, mas... fiquem à vontade mesmo assim.
Convido-os, então, a estar sempre conosco; é o melhor a fazer. Ou não...
Ah, quase esqueci: "Bem-Vindos!"
domingo, 20 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Sobre luz e trevas
Certa noite, eu andava pela rua. Não tinha muita coisa em mente; simplesmente voltava para casa, caminhando calmamente. Uma brisa gelada soprava, levando um pouco de frio a meu corpo sem casaco. Olhei para cima; um morcego passou despreocupado sobre minha cabeça. Continuando minha caminhada, cheguei a uma rua escura, e percebi que aquela região onde eu morava estava sem luz. Já passava de meia-noite, mas o lugar era pacífico e continuei caminhando calmamente no escuro.
Minha casa não devia estar muito distante; só mais alguns metros e eu chegaria à segurança de minha casa sem luz. Segurança? Neste momento, percebi um carro preto, completamente apagado, que se aproximava lentamente de mim. Comecei a andar mais rápido. O carro acelerou. Comecei a ficar com medo. Andei mais rápido ainda. O carro acompanhava minha velocidade, estando sempre alguns metros atrás de mim. Desesperado, comecei a correr de verdade. Olhei para trás e não vi mais o carro. Ele desaparecera. Aliás, será mesmo que havia um carro ali, ou foi só minha imaginação?
Me convenci que eu estava muito cansado, por isso tive a impressão de ver coisas que não existem. De qualquer maneira, eu já estava quase em casa. Será? Neste momento, olhei em volta e não reconheci o lugar. Eu conhecia bem todas as ruas do meu bairro, mas naquela noite escura, percebi que não sabia onde estava. E não havia ninguém por perto que pudesse me dar informações.
Comecei a ficar desesperado. Estava escuro e eu não sabia onde estava. Os barulhos normais da noite de repente tornaram-se tenebrosos e assustadores. Vultos pareciam me seguir. Olhei para o céu. Não vi Lua nem estrelas. Quando achei que nada poderia piorar, começou a chover. Em poucos segundos, a chuva virou uma tempestade, com muita água, raios e rajadas de vento.
Encharcado e sem saber o que fazer, comecei a correr. A escuridão parecia aumentar, as sombras foram se aproximando de mim, até atingir meus olhos. Aí eu comecei a cair. Caí, estendendo a mão, como se isso fosse ajudar em alguma coisa. Continuei caindo, até cair em mim mesmo.
Tudo aquilo que estava acontecendo não era real e, ao mesmo tempo, era muito real. Era real porque eu construí a escuridão e o medo ao meu redor, e, de tanto acreditar neles, eles se tornaram reais. Mas, quando eu percebi que eu é quem tinha construído as trevas ao meu redor, me veio uma força de vontade de dissipá-las. Então, parei de cair. A tempestade passou. O céu abriu. A luz voltou. E cheguei em casa.
Minha casa não devia estar muito distante; só mais alguns metros e eu chegaria à segurança de minha casa sem luz. Segurança? Neste momento, percebi um carro preto, completamente apagado, que se aproximava lentamente de mim. Comecei a andar mais rápido. O carro acelerou. Comecei a ficar com medo. Andei mais rápido ainda. O carro acompanhava minha velocidade, estando sempre alguns metros atrás de mim. Desesperado, comecei a correr de verdade. Olhei para trás e não vi mais o carro. Ele desaparecera. Aliás, será mesmo que havia um carro ali, ou foi só minha imaginação?
Me convenci que eu estava muito cansado, por isso tive a impressão de ver coisas que não existem. De qualquer maneira, eu já estava quase em casa. Será? Neste momento, olhei em volta e não reconheci o lugar. Eu conhecia bem todas as ruas do meu bairro, mas naquela noite escura, percebi que não sabia onde estava. E não havia ninguém por perto que pudesse me dar informações.
Comecei a ficar desesperado. Estava escuro e eu não sabia onde estava. Os barulhos normais da noite de repente tornaram-se tenebrosos e assustadores. Vultos pareciam me seguir. Olhei para o céu. Não vi Lua nem estrelas. Quando achei que nada poderia piorar, começou a chover. Em poucos segundos, a chuva virou uma tempestade, com muita água, raios e rajadas de vento.
Encharcado e sem saber o que fazer, comecei a correr. A escuridão parecia aumentar, as sombras foram se aproximando de mim, até atingir meus olhos. Aí eu comecei a cair. Caí, estendendo a mão, como se isso fosse ajudar em alguma coisa. Continuei caindo, até cair em mim mesmo.
Tudo aquilo que estava acontecendo não era real e, ao mesmo tempo, era muito real. Era real porque eu construí a escuridão e o medo ao meu redor, e, de tanto acreditar neles, eles se tornaram reais. Mas, quando eu percebi que eu é quem tinha construído as trevas ao meu redor, me veio uma força de vontade de dissipá-las. Então, parei de cair. A tempestade passou. O céu abriu. A luz voltou. E cheguei em casa.
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sábado, 5 de maio de 2012
Innuendo - Queen
Innuendo
Ooh ooh
While the sun hangs in the sky and the desert has sand
While the waves crash in the sea and meet the land
While there's a wind and the stars and the rainbow
Till the mountains crumble into the plain
Oh yes, we'll keep on trying
Tread that fine line
Oh, we'll keep on trying
Yeah
Just passing our time
Ooh ooh
While we live according to race, colour or creed
While we rule by blind madness and pure greed
Our lives dictated by tradition, superstition, false religion
Through the eons and on and on
Oh, yes, we'll keep on trying, yeah
We'll tread that fine line
Oh oh we'll keep on trying
Till the end of time
Till the end of time
Through the sorrow all through our splendour
Don't take offence at my innuendo
Duh duh duh duh duh duh duh
Duh duh duh duh duh duh duh duh duh duh duh
You can be anything you want to be
Just turn yourself into anything you think that you could ever be
Be free with your tempo, be free, be free
Surrender your ego - be free, be free to yourself
Ooh ooh, yeah
If there's a God or any kind of justice under the sky
If there's a point, if there's a reason to live or die
Ha, if there's an answer to the questions we feel bound to ask
Show yourself - destroy our fears - release your mask
Oh yes, we'll keep on trying
Hey, tread that fine line
(yeah) yeah
We'll keep on smiling, yeah
(yeah) (yeah) (yeah)
And whatever will be - will be
We'll just keep on trying
We'll just keep on trying
Till the end of time
Till the end of time
Till the end of time
Insinuação
Ooh ooh
Enquanto o sol estiver no céu e o deserto tiver areia
Enquanto as ondas quebrarem no oceano e encontrarem a terra
Enquanto houver um vento as estrelas e o arco-íris
Até as montanhas desmoronarem dentro da planicie
Oh sim nós continuaremos tentando
Passando naquela corda fina
Oh nós continuaremos tentando
Yeah
Somente passando nosso tempo
Ooh ooh
Enquanto nós vivemos conforme a raça,cor ou credo
Enquanto nós governamos por loucura e cobiça pura
Nossas vidas são ditadas por tradição, superstição,falsa religião
Através das eternidades, sobre
Oh sim nós continuaremos tentando
Nós vamos passar naquela corda fina
Oh nós continuaremos tentando
Até o final dos tempos
Até o final dos tempos
Através de toda mágoa, através do nosso esplendor
Não se ofenda em minha insinuação
Duh duh duh duh duh duh duh
Duh duh duh duh duh duh duh duh duh duh duh
Voce pode ser qualquer coisa que desejar
Somente se converta em algo que sempre imagina ser
Seja livre com o seu tempo, seja livre, seja livre
Entregue seu ego - seja livre, seja livre para si mesmo
Ooh ooh, yeah
Se houver um Deus ou algum tipo de justiça sob o céu
Se haver um ponto, se houver uma razão pra viver ou morrer
Se houver respostas para as perguntas que você se sente limitado para perguntar
Mostre-se - destrua nossos medos -libere sua máscara
Oh sim nós continuaremos tentando
Hey passar naquela corda fina
(yeah) yeah
Nós contimnuaremos sorrindo yeah
(yeah) (yeah) (yeah)
E seja o que for será - será
Nós apenas continuaremos tentando
Nós apenas continuaremos tentando
Até o final dos tempos
Até o final dos tempos
Até o final dos tempos
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terça-feira, 1 de maio de 2012
Teias de aranha...
Havia teias de aranha por todo lado. Isso não era estranho, pensava ele, já que a casa tinha ficado fechada por muito tempo. Uma grossa camada de poeira cobria o chão e os móveis, e havia teias de aranha para todo lado.
Então ele percebeu que algo estava estranho. Não sabia como tinha entrado ali, nem sabia como sair. Tudo o que sabia é que a casa em que estava era um lugar cheio de teias de aranha.
Então eu acordei, e desesperado percebi, que a casa cheia de teias era a minha vida, e as teias, eram tudo que não vivi.
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sábado, 28 de abril de 2012
Eleuterofobia
Pela primeira vez em muito tempo, podemos proclamar, sem sombra de dúvidas (?), a vitória do livre-arbítrio. Cada vez mais as pessoas se libertam das restrições sociais e novos direitos são conquistados. A maioria das pessoas está ciente de não ser escravo de ninguém, mas logo isso levanta outra pergunta relacionada: todos sabem que são seus próprios mestres?
De que adianta, ser livre de todos, mas não ser livre para exercitar sua liberdade? Por que combateram tantos séculos contra a tirania, se quando a oportunidade se faz presente, a liberdade não é exercitada? Justamente quando mais detemos o poder da escolha, mais adiamos seu uso e lhe abdicamos. O fardo da escolha nos assola novamente e ele é assustador, desconfortante; pressiona e é incontornável. O que querer? - José se pergunta. Se o indivíduo é definido por suas escolhas, e ele escolhe não fazê-las, e, portanto, faz a escolha de não fazer escolhas, quem é este indivíduo?
É a crise. Surge a ansiedade. A insegurança. O que fazer pra satisfazer a necessidade de algo indeterminado? O que queremos fazer no final das contas? Qual objetivo criamos para nossa vida? Não saber o que se quer. Comum até. E aí? Fugir, pois toda pessoa sabe o que quer: deve saber. Ou deveria. Melhor fugir ou ficar? Eu não sei... Não passa de mais uma escolha, estamos condenados a isso, sempre isso. Bom ou ruim?
Apenas liberdade... [suspiro] liberdade... liberdade?
Tenho medo.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Motivo
Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou edifico, se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E sei que um dia estarei mudo:
- mais nada
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou edifico, se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E sei que um dia estarei mudo:
- mais nada
Cecília Meireles
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sábado, 15 de outubro de 2011
Pequena novidade
Pessoal, tô dando uma passada aqui pra avisar da nossa pequena novidade. Agora você pode curtir este blog no facebook! Isso mesmo! Além disso, você também pode somar +1, n botão da novíssima rede social google+. Curta e dê +1 agora mesmo! Os botões se encontram no canto esquerdo de nossa tela, clique e apóie nosso trabalho!
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